Daniel Araujo

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    Daniel Araujo
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    Daniel Araujo
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    Comentário · mês passado
    Estereótipos e generalizações são, por definição, injustos em algum grau. O que não impede que tenham alguma base factual.

    A sra. ministra Luislinda conseguiu confirmar o estereótipo do ativista de Direitos Humanos, incapaz de equilíbrio e bom senso, e optando sempre pela posição que mais barulho cause, mesmo que contrária à sociedade.

    Assim é que protegemos um Batistti, prejulgamos como culpados policiais sempre que há um confronto e assumimos que qualquer um que tenha se oposto ao regime militar merece pensão e indenização. Acolhemos estrangeiros necessitados mas condenamos brasileiros à penúria e morte. Em situações de impossibilidade de fazer a plena justiça, frequentemente os ativistas dos direitos humanos são responsáveis por priorizar bandidos às custas do cidadão trabalhador ou desempregado honesto.
    Frequentemente as distorções nas prioridades são promovidas com argumentos de cor de pele, histórico de escravidão, orientação sexual ou outro apelo que não deveria interferir nas decisões.

    O ponto não é o inconformismo da ministra com o não recebimento do salário correspondente ao trabalho que deveria estar fazendo - concordo com ela em que a aposentadoria não deveria ser impedimento para isso.

    Os pontos são:

    1. a ministra sabe perfeitamente das condições legais que regulamentam o caso. Se há brechas na lei que permitam a ela receber o salário integral, deveria ter se restrito à argumentação técnica apropriada - ela chegou a ser desembargadora, não chegou?

    2. dificilmente seriam necessárias 200 páginas para essa argumentação técnica. Para ter escrito as 200 páginas, quantas semanas ela gastou? Ou terá contado com o tempo de servidores do ministério para ajudar? Qual a probabilidade de esse tempo ter sido exclusivamente pessoal e não do trabalho para o qual ela e os servidores são (bem ou mal) pagos? Ela roubou do cidadão para escrever esse monumento à insensatez?

    3. a ministra demonstra absurda falta de senso com diversos argumentos sobre escravidão e falta de recursos para viver com dignidade. Uma pessoa incapaz de perceber a impropriedade desses argumentos não pode ter competência nem senso para exercer um cargo de ministra.

    4. a aceitação e a continuidade no cargo são totalmente opcionais. Acredito que há muitos brasileiros que, tendo uma renda assegurada de R$30.000, se disporiam a exercer um cargo desses como voluntariado para o bem da sociedade. A ganância demonstrada indica uma pessoa sem o menor espírito público e que não deveria estar no ministério. Sei que isso é verdade para os demais ministros mas continua valendo para ela. Apenas como exemplo, tenho amigos aposentados trabalhando duro como diretores de uma instituição de suporte a crianças carentes. Não apenas não recebem salário, mas tiram dinheiro do bolso muitas vezes para fazer a instituição funcionar. Ninguém é obrigado mas isso não deveria parecer estapafúrdio.

    5. precisamos ver quanto custa esse ministério e qual o benefício que já gerou para o país.
    Daniel Araujo
    Daniel Araujo
    Comentário · há 2 meses
    Claro, há desinformação de todas as partes... e um fundo de verdade em muitas.

    Com certeza o servidor não tem vitaliciedade e a estabilidade não é absoluta, pode ser quebrada em determinadas situações. Porém não há dúvida, também, de que a estabilidade do servidor é enormemente maior que a do trabalhador celetista privado. Quanto ao trabalhador autônomo, 'por conta própria', esse não tem estabilidade nenhuma, corre todos os riscos a cada minuto.

    Conheço muitos servidores públicos dedicados e que não dependem da ameaça de uma avaliação ou demissão para trabalhar duro e bem. São assim por personalidade, por valores pessoais de profissionalismo e integridade.

    Mas também conheço muitos servidores públicos que se aproveitam da estabilidade (mesmo que não absoluta) e da falta de uma cultura de gestão de desempenho. Conheço ainda empresas que foram privatizadas mas mantêm traços da cultura de quando eram estatais ou para-estatais, e posso avaliar a diferença de produtividade nessas empresas.

    Sei que acontecem influências políticas nefastas no setor público e que isso frequentemente afeta os servidores íntegros e dedicados. Isso também acontece no setor privado, com uma diferença - a empresa que não tem uma boa gestão tende a perder dinheiro próprio e eventualmente sai do mercado. Já a função pública dificilmente sofre as consequências do mau serviço prestado aos clientes - nós, cidadãos pagantes.

    O texto proposto pelo senador relator pode parecer uma ameaça para servidores públicos mas, do ponto de vista do trabalhador privado sujeito a todos os perigos da economia, mais os de maus chefes e uma cultura de gestão de desempenho frequentemente rigorosa, com uma estabilidade incomparavelmente menor que a do servidor, a proposta ainda é extremamente generosa. Parece difícil entender que alguém ainda poderia se queixar, exceto pelo fato de que toda mudança para pior, por mais necessária e justificada que seja, não será bem vinda.

    Quanto à dificuldade para entrada no serviço público, é função exatamente da percepção de vantagens desses serviços. Fossem essas vantagens apenas ilusória, fruto da desinformação, a procura já teria arrefecido. Ao contrário, continua alta.

    Nessas condições, sem dúvida os aprovados devem ter estudado e se preparado muito bem. O que ocorre com os melhores empregos no setor privado também, mesmo em grau menor do que o exigido para alguns cargos públicos.

    Entretanto, no setor privado, mesmo tendo passado alguns anos fazendo vestibular para conseguir entrar numa boa faculdade e tendo concorrido com muitos candidatos para conseguir um bom emprego, entrar no emprego é apenas mais um desafio vencido. Cada dia implica em causar uma boa impressão em colegas, chefes e clientes. A cada mes, objetivos têm de ser atingidos e novos desafios são impostos. O consumidor compra de quem produz com mais qualidade e menor preço, então todo ano é necessário baixar os custos em 5, 10%, e melhorar a qualidade. Dos produtos e do atendimento ao cliente.

    O profissional que consegue um bom emprego não pode se acomodar. A cada ano ou mais frequentemente há necessidade de aprender novas maneiras de trabalhar. Quem aprende mais rapidamente e aplica com maior efetividade, se mantém no emprego e pode ser promovido. Quem demora mais ou não consegue muito resultado, começa a entrar na zona de risco.

    O texto fala em avaliação de três pessoas. No setor privado, são comuns as avaliações 360 graus, em que a avaliação é feita pelos subordinados, pelo chefe, pelos colegas e pelos 'fornecedores' e 'clientes' dos processos internos.

    Como cidadão, aos 67 anos e trabalhando sem parar desde os 13, sinto a enorme necessidade de um serviço público muito mais produtivo e muito mais preocupado com a satisfação de nós, clientes pagantes. Uma produtividade minimamente comparável à do setor privado permitiria resultados bem melhores no serviço público, com menos pessoal.

    Carregar a máquina pública brasileira nas costas é não apenas cansativo e injusto, é também diminuidor da competitividade do país, o que resulta em menos empregos e piores salários no setor privado.

    Infelizmente, duvido que mesmo esse texto tímido de reforma seja aprovado.

    Nossos políticos - unanimidade nacional - são 'mau-caráter' e, mesmo quando tentam fazer algo bom, não demonstram a competência para isso.

    Então vamos sofrendo: os bons servidores trabalhando sob más condições e os cidadãos privados pagando uma conta alta por serviços que deixam a desejar.

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    Jorge Ricardo, Advogado
    Jorge Ricardo
    Comentário · mês passado
    Quanta hipocrisia, então quer dizer que ela vai continuar ganhando e vivendo somente de sua aposentadoria de desembargadora como se não estivesse empossada no cargo de Ministra do Governo Federal, logo estará trabalhando de graça como ministra. O erro todo esta na discrepância entre os salários na base e aqueles pagos no topo da piramide social, pois ganhar um salário de 937 reais é praticamente viver em estado de miséria pois o aluguel de uma quitinete na favela não sai por menos de 700 reais, adicione contas de luz, água, gás de cozinha e ualá!!, o cidadão não come, não se veste, não sai, não tem vida, se for casado, piora, ou vivera no desvio com gato de luz, tv a cabo, gás de cozinha tudo comprado de milicianos ou traficantes. Por outro lado, o governo confisca praticamente 50 % do salário de pessoas que ganham salários ou aposentadorias do nível desta desembargadora, vejamos, dos 30.400 de sua aposentadoria, só de imposto de renda ela paga no minimo 8.360, sobrando 22.000, após demais descontos em folha sobrará liquido em sua conta algo em torno de 15.000 reais, o que ainda é bela quantia comparada ao que a maioria do povo ganha. Então nos deparamos com a má distribuição de renda do país e a renda per capta do pais, pois se a desembargadora ganha 30.400 e eu ganho 937, a média de rendimentos entre os dois será de 15.668 bruto, mais ainda assim uma bela quantia, só que não reflete a realidade pois ela continua recebendo 30.400 e eu 937, que ta l!!!. Solução, ela deveria ganhar menos, eu deveria ganhar mais, e o governo deveria cobrar menos impostos, gastar menos, contratar menos, ser mais eficiente e menos corruptos, e nos, votarmos melhor em 2018, votar em pessoas comprometidas com projeto de crescimento sustentável para o Brasil, vocês já sabem em quem votar em 2018 ???????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

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