Daniel Araujo

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    Daniel Araujo
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    Comentário · há 15 dias
    Claro, há desinformação de todas as partes... e um fundo de verdade em muitas.

    Com certeza o servidor não tem vitaliciedade e a estabilidade não é absoluta, pode ser quebrada em determinadas situações. Porém não há dúvida, também, de que a estabilidade do servidor é enormemente maior que a do trabalhador celetista privado. Quanto ao trabalhador autônomo, 'por conta própria', esse não tem estabilidade nenhuma, corre todos os riscos a cada minuto.

    Conheço muitos servidores públicos dedicados e que não dependem da ameaça de uma avaliação ou demissão para trabalhar duro e bem. São assim por personalidade, por valores pessoais de profissionalismo e integridade.

    Mas também conheço muitos servidores públicos que se aproveitam da estabilidade (mesmo que não absoluta) e da falta de uma cultura de gestão de desempenho. Conheço ainda empresas que foram privatizadas mas mantêm traços da cultura de quando eram estatais ou para-estatais, e posso avaliar a diferença de produtividade nessas empresas.

    Sei que acontecem influências políticas nefastas no setor público e que isso frequentemente afeta os servidores íntegros e dedicados. Isso também acontece no setor privado, com uma diferença - a empresa que não tem uma boa gestão tende a perder dinheiro próprio e eventualmente sai do mercado. Já a função pública dificilmente sofre as consequências do mau serviço prestado aos clientes - nós, cidadãos pagantes.

    O texto proposto pelo senador relator pode parecer uma ameaça para servidores públicos mas, do ponto de vista do trabalhador privado sujeito a todos os perigos da economia, mais os de maus chefes e uma cultura de gestão de desempenho frequentemente rigorosa, com uma estabilidade incomparavelmente menor que a do servidor, a proposta ainda é extremamente generosa. Parece difícil entender que alguém ainda poderia se queixar, exceto pelo fato de que toda mudança para pior, por mais necessária e justificada que seja, não será bem vinda.

    Quanto à dificuldade para entrada no serviço público, é função exatamente da percepção de vantagens desses serviços. Fossem essas vantagens apenas ilusória, fruto da desinformação, a procura já teria arrefecido. Ao contrário, continua alta.

    Nessas condições, sem dúvida os aprovados devem ter estudado e se preparado muito bem. O que ocorre com os melhores empregos no setor privado também, mesmo em grau menor do que o exigido para alguns cargos públicos.

    Entretanto, no setor privado, mesmo tendo passado alguns anos fazendo vestibular para conseguir entrar numa boa faculdade e tendo concorrido com muitos candidatos para conseguir um bom emprego, entrar no emprego é apenas mais um desafio vencido. Cada dia implica em causar uma boa impressão em colegas, chefes e clientes. A cada mes, objetivos têm de ser atingidos e novos desafios são impostos. O consumidor compra de quem produz com mais qualidade e menor preço, então todo ano é necessário baixar os custos em 5, 10%, e melhorar a qualidade. Dos produtos e do atendimento ao cliente.

    O profissional que consegue um bom emprego não pode se acomodar. A cada ano ou mais frequentemente há necessidade de aprender novas maneiras de trabalhar. Quem aprende mais rapidamente e aplica com maior efetividade, se mantém no emprego e pode ser promovido. Quem demora mais ou não consegue muito resultado, começa a entrar na zona de risco.

    O texto fala em avaliação de três pessoas. No setor privado, são comuns as avaliações 360 graus, em que a avaliação é feita pelos subordinados, pelo chefe, pelos colegas e pelos 'fornecedores' e 'clientes' dos processos internos.

    Como cidadão, aos 67 anos e trabalhando sem parar desde os 13, sinto a enorme necessidade de um serviço público muito mais produtivo e muito mais preocupado com a satisfação de nós, clientes pagantes. Uma produtividade minimamente comparável à do setor privado permitiria resultados bem melhores no serviço público, com menos pessoal.

    Carregar a máquina pública brasileira nas costas é não apenas cansativo e injusto, é também diminuidor da competitividade do país, o que resulta em menos empregos e piores salários no setor privado.

    Infelizmente, duvido que mesmo esse texto tímido de reforma seja aprovado.

    Nossos políticos - unanimidade nacional - são 'mau-caráter' e, mesmo quando tentam fazer algo bom, não demonstram a competência para isso.

    Então vamos sofrendo: os bons servidores trabalhando sob más condições e os cidadãos privados pagando uma conta alta por serviços que deixam a desejar.
    Daniel Araujo
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    Comentário · há 2 meses

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